A alguns dias atrás vi a imagem de um peito de frango fatiado e recheado numa rede social que me deixou com água na boca. Decidi que iria fazer o meu. Assim sendo coloquei a cabeça a funcionar e lá decidi como o querida. O efeito final foi este:
Um cantinho para partilhar as minhas aventuras no mundo culinário... uma troca de experiências, de sabores ...
Sabores de Cá e de Lá
Porque cozinhar é para mim uma terapia
domingo, 29 de maio de 2016
E voilá fiz a Mousse de Gajaja com Coulis de Gajaja- Sabores de Cá, sem dúvida!
Sim, sem dúvida estamos a falar de um sabor muito nosso, muito na nossa Angola. A Gajaja foi a estrela da minha mousse experimental e olha que sem sombra de dúvidas brilhou.
Depois de experimentar a polpa da Gajaja num bolo, chegou a vez da mousse. Nos meus planos ainda tenho outras experiências para esta fruta tão tropical, tão Angolana.
Posso dizer que tanto o bolo como a mousse o sabor estão lá, claro que se sente mais na mousse, o que para quem gosta muito de Gajaja é ouro sobre azul.
Na receita do Bolo de Gajaja expliquei como obtive a polpa, então se tem Gajaja e tem medo que ela se estrague vá até aqui ler como retirar a polpa e conserva-la.
O meu objectivo era ter o mínimo de ingredientes que adulterassem o seu sabor. Optei também por fazer coulis também de Gajaja, que pode ser dispensado, mas que deu um toque supremo a mousse.
quarta-feira, 18 de maio de 2016
E outra vez o bolo de Cenoura, desta com calda de chocolate
Alguns dias atrás uma amiga identificou-me numa publicação em que apresentavam a receita de um bolo de cenoura com cobertura de chocolate e pediu-me para fazer, para ela claro.
Como achei interessante decidi aceitar o desafio e levar a cabo o "desafio". A receita pouco ou não difere das milhentas que circulam pela internet, mas a apresentação é que foi bastante interessante. Como o resultado final a partida foi muito bom, decidi vir até aqui e publicar, para que possam também experimentar e saborear.
Confesso que alterei ligeiramente a receita, diminuindo principalmente no açúcar e retirando a essência de baunilha, mas pelos vistos não fez falta.
O resultado final, com uma calda bem líquida, para deixar o bolo bem molhadinho:
domingo, 27 de março de 2016
Pastéis de massa tenra à moda da minha mãe
Os pastéis de massa tenra da minha mãe sempre foram uma lenda na família e um sucesso absoluto. Sempre que ela os fazia, os mesmos evaporavam-se em segundos, todos queriam pelo menos um ou guardar um para comer mais tarde.
Confesso que a uns anos pedi-lhe a receita mais nunca a havia tentado fazer. Hoje, ela decidiu que queria fazer para ter na mesa da Páscoa. Então lembre-me de a pedir para ser eu a fazer os pastéis sobre a direcção dela.
A minha mãe é uma das pessoas que mais gosta das minhas inovações - uhhhh suspeito - mas hoje ela tratou-me como se eu não soubesse nada de cozinha, até tentou ensinar-me como abrir um buraco na massa, Já sei a quem fui buscar esta necessidade de controlar tudo!
Mas voltando aos pastéis, hoje tive a oportunidade de os fazer. Não ficou tão maravilhoso como os da minha mãe, mas acredito estar no bom caminho, de qualquer forma amei a experiência. Aproveito para partilhar com vocês a receita dela e as fotos que tirei durante a execução. Espero que seja útil.
sexta-feira, 25 de março de 2016
Bolachas de granola com arandos
Decididamente as épocas de festa mexem com a minha vontade de dedicar-me a cozinha. E não satisfeita com o que aprontei pela manhã, decidi fazer umas bolachinhas de granola.
A granola é uma das minhas perdições, que gosto de comer assim, sem nada. Para mim, é o pequeno-almoço perfeito. E esta tarde acendeu-se uma luz e perguntei a mim mesma, porquê não tentar fazer bolachas de granola?
Rapidamente magiquei como fazer as cookies, as quantidades que queria de forma a não as deixar ficar nem muito doces nem muito duras. Fui ao Google ver se mais alguém já havia descoberto a pólvora.... e não é que já? Ahahahahah claro. Dei uma olhadela pelas receitas que lá estavam e preferi ficar com a minha ....sim aquela que magiquei na minha cabeça. E assim pus mãos a obra, sendo este o resultado final.
Panquecas
Até a pouco mais de um mês dizia que não gostava de panquecas. E que preferia mil vezes os crepes as panquecas. Acredito que até então não tinha encontrado as panquecas do meu agrado.
E isto aconteceu graças a minha cunhada que numa manhã fez panquecas para o pequeno-almoço dela e ofereceu-me. Por norma iria rejeitar a oferta, mas algo atraiu-me e decidi provar. Simplesmente amei!
Quando voltei para casa, decidi que tinha de chegar a uma massa de panquecas que fosse do meu agrado. E acreditem que facilmente cheguei a ela e inclusive dominei a técnica de virar a panqueca atirando-a para o ar :) .
Bem o objectivo é partilhar a minha receita, e cá vai. Mas antes a foto de uma panqueca antes de ser devorada por mim e sobrinhos.
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| A panqueca como gosto |
Os ingredientes são os de sempre, mas diminui um pouco no açúcar para ficar como gosto:
1 e 1/2 chávenas de farinha tipo 55
3 colheres de manteiga derretida
2 ovos
300 ml de leite
1 colher de sopa de açúcar
Numa tigela e com a ajuda de um batedor de varas bata os ovos muito bem. Junte de seguida o leite, a manteiga derretida e o açúcar. Misture bem.
Em seguida, vá acrescentado a farinha aos poucos, sem parar de bater, até que se torne uma massa homogénea e sem bolhas de farinha. A consistência da massa depende do seu gosto. Eu prefiro uma massa mais levezinha.
Leve ao lume uma frigideira anti-aderente e pincela-á com manteiga. Deite então uma concha da massa e deixe cozinhar até que a massa faça uns furinhos. Com ajuda de uma espátula vire a panqueca para cozinhar do outro lado ou se conseguir, atire a panqueca para o ar para que ela vire.
Repita esta operação tantas vezes quantas forem necessárias até terminar a massa.
Eu como as minhas panquecas com mel e canela, mas poderá come-las do jeito que mais gostar delas.
Bom apetite!
E para o pequeno-almoço: Ovos Coquette (ovos no forno)
Viva, hoje é feriado! É Sexta-feira Santa e por isso não é dia de trabalho. Normalmente nos dias que não me levanto com um pulo (sábados e feriados) fico sempre com vontade de comer algo diferente no pequeno almoço.
Por ser católica hoje é um dia em que a carne é completamente excluída do menu, pelo que para contornar este pequeno obstáculo pensei em ovo e atum... então acabei por fazer uns ovos no forno com um refogado de atum.
Aconselho a experimentar, pois é bom dar ao nosso paladar novas sensações :)
O aspecto do meu pequeno almoço:
quarta-feira, 23 de março de 2016
Frango à ervas no foro
Gosto de variar na comida e quando o faço tento sempre variar o que come, nem que seja copiando ideias de outros pratos. Neste domingo lembrei-me da perna de borrego que um amigo faz e baseei-me nela para fazer o meu frango no forno.
Simples e o resultado final bastante agradável.
Como o fiz? Abaixo as notas.
Ingredientes:
1 coxa de frango
Azeite q.b.
pasta de alho com sal e gengibre q.b.
pimenta limão (comprei esta especiaria em Viena, mas pode substituir por pimenta preta)
noz-moscada q.b.
coentros em pó q.b.
colorau q.b.
cebolinha q.b.
salsa q.b.
Ervas de provence
vinho branco q.b.
Limpe a coxa de frango do excesso da gordura sem retirar a pele (teve de ser). Num tabuleiro de ir ao forno untado com azeite, barre a coxa com a pasta de alho, sal e gengibre feita previamente. Atenção ao sal que põe nesta pasta para não salgar a coxa.
De seguida polvilhe a gosto a coxa com a pimenta-limão, noz-moscada e coentros.
A parte, misture a salsa picada e o cebolinha e junte o azeite a mistura, o suficiente para ligar as ervas. Por cima da coxa disponha as ervas e polvilhe com as ervas de provence. Ponha um pouco de vinho - atenção para não colocar muito, pois o objectivo é que o frango coza no seu próprio suco - e misture no vinho uma pitada de colorau.
Leve ao forno a 150º, forrado com papel de alumínio durante 1 hora, de modo a que o frango vá cozendo lentamente. Findo este período, retire o papel de alumínio, aumente a temperatura do forno para 200º e deixe alourar a parte de cima da coxa. Cuidado para não deixar queimar as ervas.
Abaixo o aspecto final
Sirva com uma salada de quinoa.
Goiabada caseira (doce de goiaba)
Sim sei que não inventei a pólvora e pela internet a fora o que não faltam são receitas de goiabada. Mas o meu blog foi criado com o intuito de partilhar as minhas façanhas na cozinha e neste final de semana foi o bolo de Gajaja, a goiabada e o frango à ervas, tudo feito no domingo á tarde quando estava inspirada para a cozinha.
A goiabada ficou com este aspecto, bastante cremosa e nada a ver com aquele aspecto pegado das de compra:
Bolo de Gajaja
No início de Março fui para mais uma das minhas viagens de carro com amigos para o norte de Angola onde se encontra um fruto tropical que se encontra mais para o norte, que gosto bastante: a Gajaja.
Vou ter de vos pedir desculpa mas não tirei foto as gajajas nem a gajajeira para poder mostrar do que falo e para quem não conhece o fruto.
A Gajaja é uma fruta com um formato entre um círculo e um cilindro e de cor amarelada. Quanto ao sabor ela é um doce com um toque de acidez no ponto certo.
Sempre tive vontade de "brincar" com a Gajaja, pois acreditava haver outras formas de saborear a fruto. E não é que há? A primeira foi num dos hóteis em que tivemos, em que os mesmos fizeram sumo de gajaja com gengibre. Só posso dizer que o sumo ficou uma perdição e quase que lutávamos por ele. Recomendo!
Mas para mim não era o suficiente. Então, coloquei a minha cabecinha a funcionar e pensei em milhentas coisas. A primeira foi o bolo de gajaja.
A Gajaja não tem um sabor muito forte, no bolo sente-se o toque da acidez mas não fica tanto o sabor da fruta, quando quente sente-se ligeiramente e cheira-se, mas basta esfriar que se perde.Contudo é um bolo agradável de se comer e a massa ganha uma tonalidade de um amarelo leve.
O aspecto visual do bolo:
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